Ontem vimos 4 atletas profissionais tentarem dominar o monstro do 18.3. Veja abaixo alguns dados interessantes sobre ontem.
18.3 -RX
2 rounds for time of:
100 double-unders
20 overhead squats
100 double-unders
12 ring muscle-ups
100 double-unders
20 dumbbell snatches
100 double-unders
12 bar muscle-ups
M 115-lb. OHS, 50-lb. DB snatch
F 80-lb. OHS, 35-lb. DB snatch
Time cap: 14 minutos
Recomendamos que revisem o regulamento do WOD e o padrão aceito para cada movimento. Para baixar a tabela de pontuação acesse aqui.
“Kasperbauer vs. Maddox” e “Shadburne vs. Williams”
- DADO INTERESSANTE #1 — Esse é o WOD com mais reps na história do CrossFit Open em todos os 8 anos em que o evento aconteceu. Não temos nem ideia qual seria o 2o WOD com mais reps, mas com certeza não chegará nem perto em número de reps do 18.3.
- O double under é o movimento com mais repetições e também onde você gastará mais tempo. Todos os três atletas homens passaram mais do que 8 minutos fazendo double unders. Não deixe o gráfico abaixo te iludir; Bethany passou 1 minuto a menos nos Double Unders porque ela não conseguiu chegar tão longe no WOD.
- Cada round de double unders levou em media 1:09-1:23 por round.
- Em média, o overhad squat(OHS) foi o movimento que terminou mais rápido, de 41 segundos a 49 segundos.
- DADO INTERESSANTE #2 — Você tem que fazer 1 rep a cada 0.9 segundos para conseguir terminar o 18.3 em 14 minutos

Total de reps completadas por atleta:
- Williams — 801
- Maddox — 720
- Kasperbauer — 693
- Shadburne — 693
Fonte: www.morningchalkup.com
Análise e Contexto
O WOD 18.3 foi um marco no CrossFit Open, não apenas pela quantidade impressionante de repetições, mas também pela combinação de movimentos técnicos e de alta resistência. De fato, o uso massivo de double unders como principal desafio cardiovascular elevou o nível de exigência para os atletas, exigindo tanto precisão quanto resistência anaeróbica. Comparado a edições anteriores, onde o volume de repetições era menor, o 18.3 destacou-se por testar a capacidade de manter o ritmo sob fadiga intensa.
Além disso, os movimentos de overhead squat e ring muscle-ups exigiram não só força, mas também mobilidade e controle corporal, o que torna o WOD completo em termos de demandas físicas. Historicamente, poucos WODs do CrossFit Open combinaram tantas repetições com uma diversidade técnica tão ampla, o que ajuda a explicar a dificuldade enfrentada pelos atletas profissionais analisados.
Outro ponto importante é a gestão do tempo durante o WOD. Como o time cap era de apenas 14 minutos, os atletas precisaram planejar suas estratégias de pacing para evitar o esgotamento precoce, especialmente nos double unders, que consumiram grande parte do tempo total. Isso reforça a importância do treino específico para cada movimento, focando também em transições rápidas e eficientes.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para a comunidade brasileira de CrossFit, o 18.3 serviu como um exemplo claro das demandas que os atletas nacionais precisam superar para competir em alto nível internacional. Muitos atletas amadores e profissionais no Brasil utilizaram esse WOD como parâmetro para ajustar seus treinos, especialmente no aprimoramento de habilidades técnicas como muscle-ups e overhead squats com carga elevada.
Além disso, o volume expressivo de double unders evidenciou a necessidade de trabalho específico nesse movimento, que ainda é um desafio para muitos brasileiros. Academias e treinadores passaram a dar mais atenção a essa técnica, incorporando treinos especializados em coordenação e resistência.
De fato, o desempenho dos atletas brasileiros em desafios similares pode ser diretamente influenciado pelos aprendizados do 18.3, principalmente na preparação física e mental para eventos com alta intensidade e volume. Isso também reforça a importância da participação no CrossFit Open para medir o nível e identificar áreas de melhoria.
Mais informações sobre preparação para o CrossFit Open podem ser encontradas em nossos artigos sobre preparação CrossFit Open e dicas para muscle ups.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Qual foi o maior desafio do WOD 18.3?
O maior desafio foi a alta quantidade de double unders, que demandaram resistência cardiovascular e técnica, além da combinação com movimentos complexos como ring e bar muscle-ups. - Como melhorar o tempo nos double unders?
Treinar a coordenação e resistência específica, além de trabalhar a técnica do pulo e ritmo da corda. É fundamental também fortalecer a região do core e os tornozelos para maior eficiência. - É possível terminar o 18.3 dentro do time cap de 14 minutos?
Sim, porém é necessário manter uma média de uma repetição a cada 0,9 segundos, o que exige ritmo constante e controle da fadiga durante todo o WOD. - Qual a importância dos overhead squats nesse WOD?
Os overhead squats testam a mobilidade e a força dos atletas, sendo um movimento que pode definir o ritmo do treino. Apesar de terem menos repetições, sua execução correta é fundamental para evitar lesões e perda de tempo. - Como o 18.3 impacta a estratégia para os próximos WODs do Open?
Ele ajuda a avaliar o condicionamento geral e identificar fraquezas técnicas, permitindo ajustes nos treinos futuros, principalmente para melhorar a resistência e a eficiência em movimentos de alta repetição.
