Três atletas foram pegos no exame antidoping e foram banidos de qualquer competição da CrossFit pelos próximos 4 anos.
São eles: Megan Benzik, Carlos Castillo e Gena Malkovsky. Megan Benzik, da South Regional, foi pega por uma quantidade grande de produtos. Dentre vários produtos, tinha oxandrolona e anfetamina.
Carlos Castilhos, da Latin American Regional, foi pego pelo uso da substância LGD4033, ou Ligandrol, que também estimula a produção testosterona.
Por fim, Gena Malkovsky, foi pega pelo uso de clomifeno, drostanolone e meldonium. Esse último é o mesmo que fez a tenista Sharapova ser pega no antidoping.
Nenhum desses atletas foi pódio em seus respectivos regionais. Todos foram pegos em testes aleatório feitos durante a competição.
A CrossFit é ligada à Drug Free Sport, que também faz os testes da NBA. O tempo de demora para a divulgação do resultado é por que antes da punição os atletas ganham 10 dias úteis para a resposta.
Análise e Contexto
O uso de substâncias proibidas no CrossFit não é um fenômeno recente, mas a frequente detecção de atletas em exames antidoping reforça a necessidade de uma fiscalização rigorosa. De fato, a evolução da metodologia dos testes, aliada ao fortalecimento das políticas antidoping, tem aumentado a chance de capturar casos que antes passavam despercebidos.
Historicamente, o CrossFit tem buscado manter uma imagem de esporte limpo, valorizando o desempenho natural e a superação pessoal. No entanto, como em outras modalidades competitivas, o incentivo ao uso de drogas para melhorar performance — como anabolizantes e estimulantes — ainda é uma tentação para alguns atletas que desejam resultados rápidos.
Além disso, a variedade de substâncias encontradas, como oxandrolona, LGD4033 e meldonium, revela a complexidade do combate ao doping. Estas substâncias agem de formas diferentes no corpo, seja para aumentar a massa muscular, acelerar a recuperação ou melhorar a resistência, o que torna o monitoramento ainda mais desafiador.
Comparando com outras modalidades, como o levantamento de peso olímpico e o atletismo, o CrossFit tem seguido uma linha rígida, mas ainda enfrenta desafios para educar seus atletas e treinadores sobre os riscos e consequências do doping.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, a notícia de mais casos positivos nos Regionais serve como um alerta importante. No Brasil, o crescimento do CrossFit tem sido exponencial, com uma base cada vez maior de competidores amadores e profissionais. Dessa forma, manter a integridade do esporte é fundamental para o desenvolvimento sustentável da modalidade no país.
Além disso, a punição rigorosa por até 4 anos pode ser desastrosa para a carreira de um atleta, especialmente em um cenário onde o apoio financeiro e o patrocínio ainda são limitados. Por isso, é crucial que os atletas brasileiros estejam atentos às substâncias que ingerem, inclusive suplementos alimentares, que podem conter ingredientes proibidos inadvertidamente.
De fato, muitas academias e treinadores no Brasil têm intensificado os esforços para educar seus alunos sobre o antidoping, buscando evitar casos que possam prejudicar a reputação do CrossFit nacional. Assim, a conscientização e o diálogo aberto sobre o tema são caminhos essenciais para fortalecer a comunidade.
Para quem busca mais informações sobre como se preparar para competições de forma ética, recomendamos conferir artigos sobre preparação para regionais e suplementação crossfit.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais são as consequências para um atleta pego no antidoping?
O atleta é suspenso de qualquer competição oficial por um período que pode variar, mas geralmente é de 4 anos para casos graves. Além disso, o nome do atleta fica registrado em bancos de dados antidoping, prejudicando sua reputação.
2. Como funcionam os testes antidoping nos Regionais?
Os testes são realizados de forma aleatória durante a competição. Amostras de urina ou sangue são coletadas e analisadas em laboratórios certificados pela WADA (Agência Mundial Antidoping).
3. O que é a substância LGD4033 (Ligandrol) e por que é proibida?
LGD4033 é um modulador seletivo do receptor de andrógeno que estimula o crescimento muscular e melhora a recuperação. É proibida porque pode conferir vantagem injusta e prejudicar a saúde do atleta.
4. Como evitar ser pego no antidoping acidentalmente?
Evitar o uso de suplementos e medicamentos sem orientação profissional, sempre verificar a lista de substâncias proibidas e buscar orientação de nutricionistas e médicos especializados em esporte.
5. O que fazer após ser notificado de um exame positivo?
O atleta tem direito a apresentar contraexames e pode recorrer da decisão dentro de prazos específicos. É recomendável contar com assessoria jurídica especializada para garantir seus direitos.
Para mais informações sobre doping e ética no CrossFit, veja nossos artigos relacionados em ética no crossfit e doping crossfit.
