Open não seria open sem thruster. Isso é fato. E o último workout do Open veio cheio de thruster. Nosso movimento favorito não é mesmo? Ainda mais em combinações com pull ups, chest-to-bar e bar muscle up. Uma Fran bem piorada. Muitos de vocês deve, ter feito e amado e loucos para fazer de novo para melhorar né? Por isso trouxemos de novo os dados apurados pelo app Beyond the White Board após milhares de pessoas no mundo todo terem incluído seus resultados para vocês terem uma noção de comparação.
Mas antes, vamos ao workout:
For Time
21 pull-ups
42 double unders
21 thruster (peso 1)
18 chest-to-bar pull ups
36 double unders
18 thrusters (peso 2)
15 bar muscle up
30 double unders
15 thrusters (peso 3)
Lembrando que, para atletas, o ideal é estar no 1% das categorias, mesmo que na primeira fase sabemos que 10% para para as quartas de final online. Isso implica que para ficar entre os 1% melhores os homens devem fechar abaixo de 07:40 e as mulheres abaixo de 07:30. Mas para as pessoas normais, aquelas que lutam para ficar nos top 50% ou top 25% a diferença vai estar na proficiência no bar muscle up. Até iniciar os BMU, são 156 reps, limite inferior das mulheres no top 50 e 9 BMU é o limite inferior dos homens no top 50.
Vamos ver como que fica para cada gênero na categoria Rx:
Mulheres
- Para ficar no 1% melhor: devem fechar abaixo de 07:30
- Para ficar nos 10% melhor: devem fechar abaixo de 11:25
- Para ficar nos 25% melhor: devem fazer pelo menos 166 reps
- Para ficar nos 50% melhor: devem fazer pelo menos 156 reps
Homens
- Para ficar no 1% melhor: devem fechar abaixo de 07:40
- Para ficar nos 10% melhor: devem fechar abaixo de 10:27
- Para ficar nos 25% melhor: devem fazer pelo menos 208 reps
- Para ficar nos 50% melhor: devem fazer pelo menos 164 reps
Até o fechamento da matéria, não foram liberados os dados para a categoria scaled.
Análise e Contexto
O 22.3 foi um dos workouts mais desafiadores do Open 2022, principalmente por sua combinação de movimentos técnicos e resistência cardiovascular. A presença massiva de thrusters em diferentes pesos, intercalados com pull-ups, chest-to-bar e bar muscle ups, elevou o nível de dificuldade e exigiu uma estratégia bem estruturada para otimizar o tempo.
De fato, o thruster é um movimento clássico do CrossFit que combina front squat e push press, exigindo força, técnica e resistência. A sequência proposta no 22.3 lembra um pouco a estrutura do famoso “Fran”, porém com volumes maiores e variações nos movimentos de pull-up, o que requer uma adaptação tanto muscular quanto técnica para evitar a fadiga precoce.
Além disso, o uso dos double unders como um elemento de transição entre as séries adiciona um componente de condicionamento metabólico que pode quebrar o ritmo dos atletas, especialmente os que não dominam a técnica de pular corda eficientemente. Isso pode impactar diretamente no tempo final de execução.
No cenário global, o Open tem se tornado cada vez mais competitivo, com a evolução técnica e física dos atletas a cada ano. Comparado a edições anteriores, o 22.3 exigiu não apenas força, mas também mobilidade para os bar muscle ups, que são um dos movimentos mais técnicos do workout. Assim, atletas que investem constantemente em habilidades técnicas possuem uma vantagem significativa.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, o 22.3 representa um desafio que reflete a crescente evolução do nível nacional no CrossFit. A presença de movimentos complexos como bar muscle ups e thrusters pesados mostra que o Brasil está acompanhando as tendências internacionais e que os atletas locais precisam manter um treinamento diversificado e focado em técnica e resistência.
Além disso, o desempenho no Open é fundamental para quem deseja avançar para fases mais avançadas das competições, como as Quarterfinals e Semifinals. Atletas brasileiros que conseguem se posicionar bem no ranking do Open têm a oportunidade de representar o país em eventos internacionais, aumentando a visibilidade do CrossFit nacional.
Outro ponto importante é a inspiração que esses workouts trazem para a comunidade de praticantes recreativos. Muitos atletas amadores utilizam os resultados do Open para medir sua evolução pessoal, o que incentiva a prática regular e o investimento em treinamentos específicos, como o fortalecimento do core para thrusters e a técnica para bar muscle ups.
Por fim, o crescimento do número de atletas brasileiros participando do Open mostra o fortalecimento do esporte no país e a ampliação da comunidade, que busca cada vez mais melhorar seu desempenho e se conectar com o cenário global do CrossFit. Para isso, acompanhar análises detalhadas como essa é fundamental.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Qual a importância do bar muscle up no 22.3?
O bar muscle up é um dos movimentos mais técnicos do 22.3 e pode ser um grande diferencial para diminuir o tempo final ou aumentar o número de reps. Atletas que dominam essa habilidade tendem a economizar energia e ganhar tempo. - Como devo dividir as séries de thrusters para otimizar o tempo?
É recomendado dividir as repetições em sets menores, como 3×7 ou 5×4, para evitar a fadiga muscular e manter a técnica correta durante todo o workout. - Qual a melhor estratégia para os double unders?
Praticar a técnica correta da corda e manter um ritmo constante são fundamentais. Evitar pausas longas ou tentativas frustradas ajuda a preservar energia para os movimentos com barra. - Como posso melhorar meu tempo para ficar no top 10%?
Focar no desenvolvimento de resistência muscular para thrusters, aprimorar a técnica de muscle ups e melhorar a eficiência nos double unders são estratégias essenciais para alcançar esse desempenho. - Os dados do scaled serão disponibilizados posteriormente?
Sim, geralmente os dados do scaled são liberados após a conclusão do Open e podem ser consultados em plataformas como Beyond the White Board e no próprio site oficial do CrossFit.
Para mais informações e dicas sobre treinos e resultados do Open, confira nossos artigos sobre thruster, bar muscle up e double unders.
