Análise preliminar do 17.5

E por fim chegamos ao último wod do open 2017! E não foi surpresa nenhuma para ninguém quando ele anunciou que seriam thruster e DU em grandes qtdes!  A surpresa talvez tenha ficado na forma como esses exercícios vieram! 10 RFT! Para variar ele gosta de associar sempre o thruster com algo eleve ainda mais a sua frequência cardíaca! Já tivemos calorias no remo, burpees e agora DU (único que ainda faltava entre todos aqueles que caem todo ano no open)! 

O time cap de 40′ na minha opinião foi apenas para dizer o seguinte: você vai terminar! Maaaaaas….se você passar mal e quiser desistir, você pode, pois o seu resultado final será o número de reps em 40′! Ano passado não tinha time cap! Você tinha que terminar ou terminar, não podia desistir! Mas acho que poucas pessoas vão desistir e vão tentar levar o tempo que for necessário para acabar este WOD! 

A bem da verdade é que a maioria, de acordo com o aplicativo Beyond the White Board, acaba tem antes do time cap! Apenas 40% das mulheres precisam de mais que a metade dos 40 minutos para finalizar o WOD! E em algum lugar entre 25% e 40% dos homens precisam de mais de 20 minutos! Vamos aos números: 

Se você quer ficar entre 50% melhores homens: você deve finalizar em menos de 16:48
Se você quer ficar entre 50% melhores mulheres: você deve finalizar em menos de 18:12
Se você quer ficar entre os 10% melhores homens: você deve finalizar em menos de 11:18
Se você quer ficar entre os 10% melhores mulheres: você deve finalizar em menos de 11:46

Se considera atleta? Então feche em menos de 8 minutos, por que esse é o tempo que o 1% melhor vai fechar! 

Na categoria scale, a situação parece ser bem mais tranquila, pois apenas 20% dos homens e 20% das mulheres levaram mais de 15 minutos para fechar esse WOD. Mas se você fechar em menos de 10 minutos, vc estará nos 25% melhores posicionados na categoria scale! Então vamos lá….dê um gás e feche sub 10!

É isso! Acabou o open! Parabéns a todos que se desafiaram e deram o seu melhor nesse evento!! Foram 5 semanas brutais de WODs….podemos todos agora relaxar e voltar a nossa programação normal.

Análise e Contexto

O 17.5 foi desenhado para testar não apenas a resistência muscular, mas também a capacidade cardiovascular dos atletas, especialmente por combinar thrusters com double-unders (DU). De fato, essa combinação é clássica no CrossFit, pois o thruster é um movimento composto que exige força e potência, enquanto os DU elevam a frequência cardíaca e desafiam a coordenação.

Historicamente, o Open sempre apresenta um WOD final que exige uma combinação de habilidades para definir os atletas mais completos. No entanto, a inclusão do time cap de 40 minutos foi uma novidade relevante, pois tradicionalmente o objetivo era completar o WOD independentemente do tempo, desafiando a resistência mental dos competidores.

Esse formato “10 RFT” (Rounds For Time) reforça uma tendência do CrossFit em criar workouts que equilibram volume e intensidade, exigindo que o atleta mantenha um ritmo sustentável para evitar o desgaste precoce. Além disso, a escolha dos movimentos mostra a evolução do Open, que busca testar tanto a técnica (como no caso dos double-unders) quanto a força funcional nos thrusters.

Comparando com edições anteriores, o 17.5 manteve a tradição de fechar o Open com um desafio de alta intensidade e volume, mas com o diferencial do time cap, que pode influenciar a estratégia dos atletas, especialmente os amadores. Essa mudança também reflete uma preocupação da organização em preservar a saúde dos participantes, evitando sobrecarga excessiva.

Impacto para a Comunidade Brasileira

Para os atletas brasileiros, o 17.5 apresentou um desafio à altura dos melhores do mundo, mostrando onde o Brasil está no cenário global do CrossFit. A necessidade de dominar movimentos como thrusters pesados e double-unders rápidos evidenciou a importância de um treinamento multidisciplinar e focado em técnica e resistência.

Além disso, a introdução do time cap permitiu que mais atletas completassem o WOD, o que pode ser motivador para a comunidade local, incentivando a continuidade do treino e a participação em eventos futuros. Isso é essencial para o crescimento do esporte no país, pois reforça a ideia de que o Open é uma oportunidade para todos, dos iniciantes aos atletas de elite.

Outro ponto relevante é a análise dos resultados brasileiros em plataformas como o Beyond the White Board, que permite comparar o desempenho com o de atletas internacionais. Essa ferramenta tem sido muito utilizada para ajustar estratégias de treino e identificar pontos fortes e fracos, contribuindo para a evolução técnica dos brasileiros.

Finalmente, o 17.5 serviu como um termômetro para academias e treinadores no Brasil, ajudando a direcionar o foco dos treinos nos meses seguintes, especialmente para quem pretende participar de competições nacionais e internacionais. A experiência adquirida durante o Open é fundamental para o desenvolvimento do CrossFit brasileiro.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  • Qual a principal dificuldade do WOD 17.5?
    A combinação de thrusters com double-unders em alto volume exige resistência muscular e cardiovascular, além de coordenação para manter o ritmo até o final.
  • Como o time cap de 40 minutos impacta a estratégia?
    O time cap obriga os atletas a planejarem o ritmo para completar o máximo de repetições possível sem desistir, equilibrando velocidade e conservação de energia.
  • Quais os benefícios de usar o Beyond the White Board para analisar os resultados?
    A plataforma oferece dados comparativos globais que ajudam a entender a posição do atleta, permitindo ajustes precisos no treinamento.
  • Qual a diferença entre o Open e outras competições de CrossFit?
    O Open é uma competição global e acessível, que serve como porta de entrada para etapas mais avançadas, com workouts padronizados realizados em todo o mundo.
  • Como melhorar a técnica de double-unders para o próximo Open?
    A prática regular, o treino de coordenação e o fortalecimento dos punhos e antebraços são essenciais para aumentar a eficiência dos DU e minimizar o cansaço.

Para mais análises e dicas sobre o Open e outros WODs, confira nossos artigos sobre Open CrossFit e treinamento de double unders. Além disso, não deixe de ler sobre estratégias de WOD para melhorar seu desempenho.

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