Já postamos as dicas, agora vamos para a análise! Esse WOD não tem muito segredo e ele tem um único objetivo: destruir o seu grip, a sua força de pegada. São três movimentos que vão usar muito isso. O toes to bar, o dumbbell hang clean e o remo. Eu acabei com antebraços gigantes e bem rígidos. Mas quando eu fiz nem as dics eu tinha ainda….use-as que elas lhe serão muito boas.
A nossa análise na verdade não é de dicas. Mas é de quantas reps você precisaria fazer para se dar bem no Open. Em se dar bem a gente diz: ter chance para os regionais ou simplesmente ir melhor que a maior parte da população. Para isso, usamos o aplicativo Beyond the White Board, usado no mundo todo. Nele, diversas pessoas do mundo todo colocam seus resultados. Então é sempre uma boa forma de você já se comparar com o restante do mundo enquanto o leaderboard não é atualizado.
O aplicativo considera que um atleta de regional tem que estar entre os 1% melhor do mundo em todos os WODs. Óbvio que isso é difícil mesmo. Melhorou um pouco com 25 vagas para a América do Sul, mas sabemos que são raros aqueles que conseguirão. Vale salientar que esses números são de agora, sábado pela manhã e pode variar com o passar o dia. Mas historicamente, eles variam pouco depois disso.
Então vamos ver quantos rounds você precisa fazer para estar entre os melhores:
Homens RX:
- Para estar no 1% melhor: 12.1 rounds
- Para estar nos 10% melhores: 10.7 rounds
- Para estar entre os 50% melhores: 8.7 rounds
Mulheres RX:
- Para estar no 1% melhor: 11.4
- Para estar nos 10% melhores 10.4:
- Para estar entre os 50% melhores: 7.5
No caso, numa comparação apenas entre os que fizeram de forma scaled, temos os seguintes dados:
Homens Scaled
- Para estar no 1% melhor: 12.5 rounds
- Para estar nos 10% melhores: 10.9 rounds
- Para estar entre os 50% melhores: 9.3 rounds
Mulheres Scaled
- Para estar no 1% melhor: 12.1
- Para estar nos 10% melhores 10.8
- Para estar entre os 50% melhores: 9.0
E aí? Já fizeram? Como vocês se comparam até agora com o resto do mundo?

Análise e Contexto
O CrossFit Open 18.1 marcou o início da temporada 2018 com um WOD que desafiou especialmente a força de pegada dos atletas. De fato, a combinação de movimentos como toes to bar, dumbbell hang clean e remo evidenciou uma tendência crescente dos WODs a enfatizar resistência muscular localizada, algo que tem sido cada vez mais explorado em competições recentes.
Historicamente, o CrossFit Open serve como um termômetro para as capacidades físicas globais da comunidade. Comparado a edições anteriores, o 18.1 manteve o padrão de alta intensidade, porém trouxe uma variação interessante ao focar em movimentos que exigem coordenação e endurance muscular, ao invés de apenas força bruta ou velocidade pura.
Além disso, o uso do aplicativo Beyond the White Board como ferramenta de comparação global é uma inovação importante para os atletas, pois permite um feedback quase em tempo real sobre a performance relativa, facilitando o planejamento de treinos e estratégias para os próximos desafios do Open.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, o CrossFit Open 18.1 representou uma oportunidade valiosa de medir seu nível frente a uma comunidade global crescente e competitiva. A inclusão de 25 vagas para a América do Sul nos regionais trouxe uma motivação extra, tornando o objetivo de avançar mais tangível, embora ainda bastante desafiador.
De fato, o Open é uma vitrine para o desenvolvimento do CrossFit no Brasil, incentivando boxes e atletas a elevarem seus padrões técnicos e físicos. Além disso, o foco em movimentos que exigem grip forte pode estimular treinamentos específicos na preparação para futuras competições.
Outro ponto relevante é a crescente popularidade do WOD 18.1 em eventos locais e campeonatos internos, o que ajuda a difundir o conhecimento técnico e a cultura competitiva entre os praticantes brasileiros, fortalecendo a comunidade e fomentando o crescimento do esporte.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Qual o principal desafio do WOD 18.1?
O maior desafio é a resistência da força de pegada, exigida em movimentos como toes to bar, dumbbell hang clean e remo.
- Como posso melhorar meu grip para esse tipo de WOD?
Treinos específicos de pegada, como hangs, deadlifts com pegada mista e exercícios isométricos para antebraço são recomendados.
- O que significa estar entre o 1% melhor do mundo no Open?
Significa estar na elite global, o que geralmente é requisito para avançar para os Regionais e competir em níveis mais altos.
- Posso usar o aplicativo Beyond the White Board para acompanhar meus resultados?
Sim, ele é uma ferramenta amplamente usada para comparar performances em tempo real e após a conclusão do WOD.
- Qual a diferença entre as categorias RX e Scaled?
A categoria RX é a versão prescrita do WOD, enquanto Scaled oferece versões adaptadas para diferentes níveis de habilidade.
Para mais informações sobre estratégias de treino e análises detalhadas, confira também nossos conteúdos sobre grip, WOD e CrossFit Open.
