Ao analisar agora os últimos eventos e ver o todo, vê-se que esse Regional vai ser um pedreira. Dave Castro não poupou nada nem ninguém nesses últimos WODs. O primeiro é um chipper destruidor! Só de olhar a atleta aposentada Stacie Tovar testando-o em um post no instragram do próprio Dave Castro já cansou. E o outro é quase uma reedição de 2016 com rope climbs e trhusters, só que com thrusters bem mais pesados dessa vez. Vejam os eventos:
Evento 5
For time:
50 handstand push-ups
50 toes-to-bars
50-cal. Assault Bike
50 dumbbell box step-overs
50-ft. right-arm dumbbell overhead lunge
50-ft. left-arm dumbbell overhead lunge
M 70-lb. dumbbells, 24-in. box, 17-min. time cap
F 50-lb. dumbbells, 20-in. box, 22-min. time cap
Notem nesse evento que o time cap é diferente para homens e para mulheres. Isso deve ter ficado claro nas necessidades de cada um durante os testes realizados. Enquanto os dois primeiros movimentos são bons para atletas mais leves e de baixa estatura, dali em diante tudo muda. Uma pessoa mais forte vai se dar melhor nas cal da bike, assim como no árduo processo de fazer os dumbbell step over e os overheads lunges (Com um DB levantado e outro apoiado no ombro). Ou seja, não espere que quem comece na frente termine na frente.
Evento 6
For time:
4 rope climbs
16 thrusters
3 rope climbs
12 thrusters
2 rope climbs
8 thrusters
M 155 lb. | F 105 lb.
Time cap: 7 minutes
Em 2016, esse evento era um 21-15-9 de thrusters e 3-2-1 de legless rope climb. Agora com a corda acima do solo, não se coloca ais legless. A maior diferença, contudo, está na carga dos thrusters e no número de reps. Sim, o número de reps está menor, maaaaaas a carga saiu de 95/65 lbs para 155/105 lbs. Dessa vez eu concordo com os comentadores da CF, quem quebrar os thrusters perde a vaga. Os atletas vão estar cansados, exaustos, e terão que dar tudo de si para conquistar aquele lugar nos CrossFit Games 2018.
Contribuiu para este artigo o coach Alberto Neto, headcoach da CrossFit Pravatti
Análise e Contexto
O CrossFit Regional 2018 representa uma das etapas mais desafiadoras do circuito competitivo internacional, consolidando-se como um verdadeiro filtro para os atletas que desejam avançar para os CrossFit Games. Historicamente, os Regionals sofreram diversas mudanças em seu formato para se adaptar às demandas físicas e estratégicas dos competidores. De fato, a introdução de eventos como o chipper pesado no Evento 5 e a combinação de rope climbs com thrusters no Evento 6 refletem uma tendência clara: testar tanto a resistência cardiovascular quanto a força explosiva em um mesmo desafio.
Além disso, a variação dos time caps entre homens e mulheres evidencia o cuidado dos organizadores em equilibrar a competição, reconhecendo as diferenças fisiológicas e estratégias de cada grupo. Comparando com edições anteriores, o aumento expressivo de carga no Evento 6 reforça a importância do treino de força para os atletas que almejam a vaga nos Games, especialmente para aqueles que já passaram pelas fases iniciais.
Outro ponto importante é a evolução técnica dos movimentos. A substituição do legless rope climb por rope climbs tradicionais demanda não só força, mas também técnica apurada e planejamento de pacing, pois o desgaste acumulado pode comprometer o desempenho nos thrusters subsequentes. Dessa forma, os atletas precisam balancear intensidade e recuperação durante o WOD para evitar perder tempo e, consequentemente, posições no ranking.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, o CrossFit Regional 2018 apresenta um desafio duplo: competir em alto nível e adaptar-se às novas demandas técnicas e físicas. Aumentar a força nos thrusters e aprimorar habilidades como o rope climb são agora prioridades claras para quem busca representar o Brasil nos Games.
Além disso, o Regional serve como um termômetro para academias e treinadores locais, que podem ajustar seus programas de treinamento para preparar melhor seus atletas para as demandas internacionais. De fato, muitos atletas brasileiros já vêm se destacando nos eventos nacionais e buscam elevar seu desempenho com treinos específicos para os tipos de WODs apresentados.
Outro impacto relevante é o incentivo à participação feminina, visto que os desafios e as cargas propostas são adaptados para garantir competitividade e segurança. Isso fortalece o crescimento do CrossFit feminino no Brasil, ampliando a base de atletas e promovendo maior visibilidade para o esporte.
Por fim, eventos assim mobilizam a comunidade, gerando debates técnicos, análises e trocas de experiências que enriquecem a cultura do CrossFit nacional. Para quem deseja se aprofundar, recomendamos explorar conteúdos sobre técnica de rope climb e treinamento de força.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- O que é um chipper no CrossFit?
Um chipper é um tipo de WOD onde o atleta precisa completar uma série de exercícios sequenciais com altas repetições, geralmente de forma contínua. No Regional 2018, o Evento 5 é um exemplo clássico de chipper. - Por que o time cap é diferente para homens e mulheres?
O time cap é ajustado para equilibrar a competição, levando em consideração as diferenças fisiológicas e de performance média entre os sexos, garantindo que ambos tenham condições justas para completar o evento. - Como o aumento de carga nos thrusters afeta a estratégia do atleta?
Com cargas mais pesadas, os atletas precisam gerenciar melhor seu pacing, evitando a fadiga precoce e planejando pausas estratégicas para manter a técnica e a eficiência durante o WOD. - Qual a importância do rope climb para o desempenho geral?
O rope climb exige força, técnica e resistência de puxada, além de impactar a capacidade de recuperação cardiovascular, influenciando diretamente a performance nos movimentos subsequentes. - Como os atletas brasileiros podem se preparar melhor para esses desafios?
Incorporar treinos específicos para força, resistência e técnica, além de participar de competições locais e regionais para ganhar experiência, são estratégias essenciais para elevar o nível competitivo.
