Como em todo ano, o site beyond the white board fez uma análise dos resultados inseridos em seu aplicativo do 19.1. Como este é o app oficial da CF e um dos mais usados do mundo, podemos ter uma boa noção de como o mundo está indo no 19.1.
Até o ano passado, o site dizia que para estar perto de uma classificação dos regionais você deveria estar no 1% melhor. Agora que não há mais regionais e apenas campeões nacionais – melhor do open de cada país – indo direto para o Games. Portanto, se você pretende uma vaga nos Games, tem que almejar ser o melhor do país e isso não é nem um pouco simples.
Mas vamos ver quantos rounds você tem que fazer para estar nos:
Melhores 50% dos homens: 6.5 rounds.
Melhores 25% dos homens: 7.3 rounds.
Melhores 10% dos homens: 8 rounds.
Melhores 1% dos homens: 8.9 rounds.
Melhores 50% das mulheres: 5.6 rounds.
Melhores 25% das mulheres: 6.2 rounds.
Melhores 10% das mulheres: 6.8 rounds.
Melhores 1% das mulheres: 7.7 rounds.
Então se você vai tentar refazer na segunda-feira, você já pode ter uma noção do quanto terá que fazer para se posicionar bem no leaderboard geral.
Análise e Contexto
O 19.1 marcou mais uma etapa importante na evolução do CrossFit Open, evidenciando mudanças significativas na estrutura da competição. Com a eliminação dos regionais e a classificação direta para os Games via campeonatos nacionais, a pressão sobre os atletas aumentou consideravelmente. De fato, isso eleva o nível competitivo, exigindo dos participantes não apenas desempenho físico, mas também estratégia e preparo mental para alcançar a vaga tão almejada.
Além disso, o formato do 19.1, que demandava rounds de movimentos clássicos como Thrusters e Pull-ups, testou a resistência cardiovascular e a técnica dos competidores. Comparado aos anos anteriores, a ênfase em repetições contínuas e ritmo sustentado destacou a importância do pacing inteligente para garantir um bom resultado.
Outra tendência observada é a crescente participação de atletas amadores que buscam melhorar seus resultados a partir de análises detalhadas de benchmarks como o 19.1. Plataformas como o Beyond the Whiteboard são essenciais para que os competidores possam comparar seus desempenhos globalmente, ajustar treinos e traçar metas realistas.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, o novo formato do Open traz desafios únicos, mas também oportunidades. Com a vaga direta para os Games agora passando pelo título nacional, o nível técnico dos atletas do Brasil tem sido elevado, impulsionando o investimento em treinamentos específicos e preparação profissional.
Além disso, a comunidade local tem se fortalecido com eventos de acompanhamento do Open e competições regionais que servem como preparação para o campeonato nacional. Isso cria um ambiente mais competitivo e colaborativo, incentivando a troca de experiências e o crescimento coletivo.
Por fim, o acesso a plataformas digitais e análises detalhadas permite que atletas em diferentes partes do Brasil acompanhem tendências globais, ajustem seus treinos com base em dados reais e se posicionem melhor no cenário internacional. Para quem deseja entender mais sobre preparação e estratégias para o Open, recomendamos a leitura dos artigos sobre preparação para o Open e estratégia de WOD.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- O que significa “round” no contexto do 19.1?
Um round é a repetição completa dos movimentos estabelecidos no WOD, neste caso, o conjunto de Thrusters e Pull-ups. A contagem de rounds indica quantas vezes o atleta completou essa sequência. - Como posso usar os dados do Beyond the Whiteboard para melhorar?
Você pode comparar seu desempenho com a média global e dos melhores atletas para identificar pontos fortes e fracos, ajustando seu treinamento para melhorar resistência, técnica e ritmo. - Qual a importância do pacing no 19.1?
Manter um ritmo constante evita o desgaste precoce e permite completar mais rounds com qualidade, o que é crucial para alcançar posições melhores no leaderboard. - Por que o Brasil não tem regionais, mas sim campeonatos nacionais?
Essa mudança foi feita pela CrossFit para simplificar o processo seletivo e valorizar os campeonatos nacionais como porta de entrada para os Games, aumentando a competitividade nacional. - Como posso me preparar para tentar uma vaga nos Games?
Além de treinar os movimentos específicos, é fundamental investir em condicionamento geral, estratégia de competição e acompanhamento de resultados em plataformas como o CrossFit Open.
