Recap dia 3 dos Reebok CrossFit Games 2019

Colaboração: Bella Lopes.

O dia 3 do Crossfit Games 2019 começou com uma prova que nos trouxe bastante emoções e claro, surpresas. A prova “sprint” não teve dó de grandes nomes.

A prova em si era simples, corria, contornavam os obstáculos e finalizavam.

A prova ocorreu em baterias de cinco, ou seja, quatro baterias onde no final dez se classificam para as semifinais e após somente os cinco melhores fariam as finais.

Nos times o campeão foi Team Jst Compete no feminino tivemos Kristin Holte, e no masculino Saxon Panchik.

Os cortes envolveram grandes nomes como Patrick Vellner, Sara, Annie e Brooke Wells, essa última caiu por invadir a raia do outro atleta e devido a punição ficou fora.

Será que foi justo esse novo método para tantos cortes importantes? Annie em seu Instagram já criticou.

Os times ainda tiveram sua última prova onde Team Mayhem venceu e aplicou ainda mais sua vantagem ficando em uma situação bastante confortável para o último dia de prova. A prova foi:

 Após o último corte e ficando somente os dez melhores masculinos/femininos, e os sete melhores times o dia continuou já no Coliseu com a prova “Split Triplet”:

5 rounds:
1 pegboard ascent
100 double-unders
10 DB hang split snatches (55 | 80 lb.)
10 DB hang clean and jerks (55 | 80 lb.)

Time cap: 20 minutes

Onde a vencedora do feminino foi Tia-Clair e no masculino Mat Fraser que começou sua aproximação ao atual líder Noah Olsen.

 Já a última prova do dia não teve muitas surpresas quanto aos campeões, ficando a vitória com Tia-Clair no feminino, lembrando que Tia é atleta olímpica de LPO. Já no masculino Mat Fraser foi campeão, e lembrando que seu background é LPO.

 1-rep clean 

♀ 215-220-225-230-235-240-245-250-255-260 lb.
♂ 315-325-335-345-355-365-370-375-380-385 lb.

*5-rep tiebreak at 195 | 295 lb.

 

 

 

 

 

 

Análise e Contexto

O dia 3 dos Reebok CrossFit Games 2019 marcou um ponto crucial na competição, mostrando a complexidade e a exigência dos atletas em diferentes modalidades. A inclusão da prova “sprint” com obstáculos destacou a necessidade de versatilidade e agilidade, características essenciais para atletas de elite.

Além disso, o formato de baterias e cortes rápidos trouxe um novo dinamismo, porém gerou debates sobre a justiça desse método. De fato, atletas consagrados como Annie Thorisdottir expressaram críticas, evidenciando a polarização sobre como equilibrar emoção e competitividade nas fases eliminatórias.

Outro ponto relevante foi a prova “Split Triplet”, que combinou movimentos técnicos como pegboard ascent e dumbbell hang split snatches, exigindo resistência cardiovascular e força muscular. A vitória de Mat Fraser e Tia-Clair Toomey, atletas com forte background em levantamento olímpico, reforçou a tendência atual do CrossFit valorizar a especialização em LPO para performances superiores.

Historicamente, a evolução das provas nos Games tem buscado aumentar a diversidade de desafios, mesclando habilidades de endurance, técnica e força pura. A presença de provas como o 1-rep clean com pesos elevados mostra a crescente importância da força máxima, especialmente para atletas que buscam se destacar em todos os aspectos do esporte.

Impacto para a Comunidade Brasileira

Para os atletas brasileiros, o dia 3 dos Games trouxe importantes lições e inspirações. A diversidade das provas reforça a necessidade de um treinamento multifacetado, que vai além do condicionamento físico tradicional e exige domínio técnico em movimentos específicos.

Além disso, o formato de cortes rápidos serve como alerta para a importância da consistência e da estratégia durante toda a competição. Atletas brasileiros que planejam competir internacionalmente precisam estar preparados para a pressão e para a imprevisibilidade do formato.

O destaque de atletas olímpicos como Tia-Clair e Mat Fraser também motiva a comunidade nacional a valorizar o levantamento olímpico em seus treinos. De fato, investir em técnica e força pode ser determinante para alcançar melhores resultados em competições internacionais.

Por fim, o desempenho dos times, com o Team Mayhem dominando, evidencia a relevância do trabalho em equipe e da preparação coletiva. Para os brasileiros, fortalecer as equipes locais pode ser um diferencial competitivo importante, especialmente em eventos nacionais e regionais.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  • Por que o método de cortes rápidos gerou tanta polêmica?
    O formato de cortes rápidos eliminou vários atletas renomados em fases iniciais, o que muitos consideraram injusto devido à falta de margem para recuperação após erros ou imprevistos.
  • Qual a importância do levantamento olímpico nos CrossFit Games?
    O levantamento olímpico (LPO) é fundamental, pois muitos eventos exigem força, técnica e explosão muscular, habilidades diretamente relacionadas a movimentos como clean and jerk e snatch.
  • Como os atletas brasileiros podem se preparar para provas como o “Split Triplet”?
    É essencial desenvolver resistência muscular, técnica no pegboard ascent e nos movimentos com dumbbells, além de treinar a transição rápida entre os exercícios para manter o ritmo.
  • O que diferencia as provas de times das individuais nos Games?
    As provas de times valorizam a coordenação, estratégia coletiva e a divisão eficiente de tarefas, enquanto as individuais focam na performance pessoal e resistência mental e física.
  • Como acompanhar as atualizações e análises dos CrossFit Games no Brasil?
    O portal CrossFit Games traz notícias, análises e recaps detalhados para manter os fãs informados.

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