A CrossFit desde 2019 analisa os vídeos dos 40 primeiro colocados no leaderboard mundial tanto para eles quanto para elas. O tempo em que eles finalizaram o workout foi ajustado de acordo com as penalidades que cada atleta merecia. E a surpresa veio com maiores penalidades em atletas de nome como Samantha Briggs e Frederik Aegidius.
Sam foi penalizada por não estender completamente no ground-to-overhead e por não pular com os dois pés durante os burpees. Isso a fez cair da 2a colocação geral desde workout para a 292a. Atualmente, após essa penalização, ela está na 126a posição e fora da zona de classificação para os Games tanto como campeã nacional da Inglaterra quanto como top 20.
Frederik sofreu um baque maior. Ele foi julgado por sua namorada Annie Thorisdottir que aparentemente validou os pulos com um pé só. Contudo, isso não passou pela análise do vídeo da CrossFit. Assim ele caiu nesse workout da 17a colocação para a 1175a. Isso o fez cair de 3o da segunda semana para a 489a colocação. Ele pode estar fora tanto pela colocação do open como campeão nacional.
Além deles, receberam a penalidade máxima Cédrica Lpointe, Aaron Rabin e Lazar Dukic, tosdos por falta de extensão completa no ground-to-overhead; Dane Smith e Luka Vunjak foram penalizados por não pular a barra saindo com os dois pés ao mesmo tempo.
Além deles, diversos atletas foram penalizados por “queimar a largada”. Lembrando que na regra o workout começa em 3, 2, 1….go e aí o atleta pode pegar a barra e começar o ground-to-overhead. Eles são:
Mulheres: Dani Speegle, Sasha Nievas, Kristine Best, Alanna Fisk, Meg Reardon, Andrea Nisler, Ashley Shaeffer, Alexis Johnson, Katelin Van Zyl, Hannah Hardy and Brooke Haas
Homens: Simon Mäntylä, Uldis Upenieks, Willy Georges, Jake Berman, Dillon Cravens, Matt Morton, Logan Collins, and Sigurður Þrastarson.
Análise e Contexto
O ajuste na pontuação após a revisão dos vídeos dos atletas é uma prática que a CrossFit vem implementando para garantir a justiça e a integridade das competições. De fato, desde 2019, a organização tem investido em análises detalhadas para identificar infrações que podem passar despercebidas durante a execução ao vivo do WOD. Esse controle rigoroso é um reflexo da crescente profissionalização do esporte e da necessidade de manter um padrão competitivo elevado.
Historicamente, penalizações por falhas técnicas ou por não cumprir as regras específicas do movimento sempre existiram, mas a análise pós-evento com revisão de vídeo tem aumentado a transparência e a precisão das decisões. Além disso, esse modelo lembra o que ocorre em esportes tradicionais, como o futebol com o VAR, garantindo que os resultados reflitam fielmente a performance dos atletas.
Comparado a anos anteriores, a edição de 2019 mostrou um aumento no número de penalizações aplicadas, o que indica uma maior fiscalização e, consequentemente, um desafio adicional para os competidores. A exigência de cumprimento rigoroso das regras, como a extensão completa no ground-to-overhead e a execução correta dos burpees, eleva o nível técnico do Open e dos Games.
Por fim, essa tendência aponta para um futuro onde a performance não será avaliada apenas pela velocidade ou força, mas também pela precisão nos movimentos. Isso exige que os atletas treinem não apenas para a resistência e potência, mas também para a técnica perfeita, evitando penalidades que podem custar caro na classificação geral.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, a mudança na forma de pontuar e a rigorosa fiscalização são um alerta importante. Muitos competidores nacionais participam do Open buscando a classificação para o campeonato mundial, e uma penalização pode significar a perda da vaga. Portanto, a atenção aos detalhes técnicos deve ser uma prioridade nos treinos.
Além disso, a divulgação dessas penalizações serve como aprendizado para a comunidade, que pode focar em corrigir erros comuns e evitar falhas que levam a pontos perdidos. Academias e treinadores no Brasil têm se adaptado para incluir mais treinamentos específicos sobre as regras e padrões de execução dos movimentos.
De fato, a maior visibilidade sobre essas penalidades também incentiva a profissionalização do CrossFit no Brasil, com atletas buscando não apenas melhorar seu condicionamento, mas também investir em coaching técnico e estratégias para o Open e outras competições oficiais.
Por fim, o impacto se estende para o público e fãs do esporte no país, que passam a compreender melhor a complexidade das avaliações e a importância do cumprimento rigoroso das regras, valorizando ainda mais a performance dos atletas brasileiros em competições internacionais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que a CrossFit revisa os vídeos após o Open?
Para garantir que todos os atletas cumpram as regras rigorosamente e que as pontuações reflitam a verdadeira performance, evitando injustiças. - Como as penalidades afetam a classificação geral?
As penalidades aumentam o tempo final ou descontam repetições válidas, o que pode fazer o atleta cair muitas posições no leaderboard e até perder a classificação para os Games. - Quais são os erros mais comuns que levam a penalizações?
Falta de extensão completa no ground-to-overhead, não pular com os dois pés nos burpees e “queimar a largada” são os erros mais frequentemente penalizados. - Como posso evitar essas penalizações no Open?
Estude cuidadosamente as regras oficiais, pratique a técnica correta e grave seus treinos para autoanálise, garantindo que seus movimentos atendam aos padrões exigidos. - O que muda para os atletas após essa revisão de pontuação?
Além da necessidade de maior atenção técnica, os atletas precisam incorporar estratégias que levem em conta a precisão dos movimentos para garantir uma boa colocação.
Para mais informações e dicas, confira nossos artigos sobre Open CrossFit, penalização CrossFit e técnica CrossFit.
