Quatro anos após ter sido banido de eventos oficiais da CrossFit, Ricky Garard admitiu que tomou conscientemente drogas para aumento de performance durante os CrossFit Games de 2017. Naquele ano, Ricky testou positivo para testolona e endurabol. Além de admitir o doping durante os Games, ele também admitiu ter tomado drogas para melhora de desempenho durante os Regionais de 2017. Estranhamente era para ele ter sido testado nos Regionais. O que aconteceu para ele só ser pego nos Games e não nos Regionais ainda precisa ser entendido. A punição recebida por Ricky se encerra agora dia 03 de outubro e a partir de agora ele poderá participar de eventos oficiais novamente. Inclusive ele já está confirmado para fazer sua estreia no Campeonato de CrossFit de Dubai .
O que foi perguntado e dito: “Especificamente sobre o teste positivo dos CrossFit Games de 2017, você conscientemente tomou esses PEDs para participar dos CrossFit Games?” Perguntou a Chase Ingraham.
- Garard: Sim.
- Ingraham: Você os também tomou durante Regionais de 2017 para se qualificar para os CrossFit Games?
- Garard: Sim, disse.
- Ingraham: Você tomou alguma coisa desde o teste positivo em 3 de outubro de 2017, quando seu banimento começou?
- Garard: Definitivamente não.
E ele foi testado alguma vez desde que começou a sua punição?
Garard, na verdade, foi testado pelo menos uma vez nos últimos quatro anos. A CrossFit anunciou em março que foi testado e seus resultados deram negativos. No entanto, nenhuma outra informação de teste foi divulgada durante esses 4 anos.
Garard também informou que além de voltar a competir oficialmente, ele também está de mudança para Las Vegas a onde trabalhará com Justin Cotler , técnico do Underdogs Athletics, que também treina Kari Pearce (3o Lugar nos Games de 2020), Bethany Shadburne e Danielle Brandon.
Justin Cotler comentou em um post no instagram, onde defende Ricky e explica porque quer ajuda-lo:
“Eu disse a mim mesmo , como posso não ajudar esse garoto? Como posso não ajudá-lo a mudar sua vida e entrar no caminho da redenção. ”
“Ele sabe que não há espaço para erros. Há apenas um caminho. O caminho certo. E eu sei que posso ajudá-lo a fazer isso. E estou animado por ajudar Ricky a reescrever sua história. ”
E ai o que você achou? Eu estou empolgado para ver o Ricky de volta em competições.
Análise e Contexto
O caso de Ricky Garard é um dos episódios mais notórios envolvendo doping no CrossFit, um esporte que, apesar de sua crescente popularidade, enfrenta desafios para manter a integridade competitiva. De fato, o uso de substâncias proibidas sempre foi um tema delicado em esportes de alta performance, e o CrossFit não é exceção.
Historicamente, o CrossFit Games e os regionais têm implementado um rigoroso programa de testes antidoping nos últimos anos para garantir competição justa. No entanto, o fato de Ricky ter sido pego apenas nos Games e não nos Regionais suscita questionamentos sobre a efetividade e abrangência dos testes durante as fases classificatórias.
Além disso, o retorno de Garard ao cenário competitivo após cumprir sua suspensão abre um debate importante sobre o perdão e a segunda chance no esporte. Muitos atletas e fãs discutem se a reintegração de competidores que já usaram PEDs (Performance Enhancing Drugs) é justa para aqueles que sempre competiram limpos.
Comparado a outras modalidades esportivas, o CrossFit tem buscado se posicionar com uma política antidoping rígida, alinhada com a WADA (World Anti-Doping Agency). No entanto, casos como o de Garard mostram que ainda há espaço para melhorias, especialmente em transparência e frequência dos testes durante todas as etapas da competição.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para a comunidade brasileira de CrossFit, o retorno de Ricky Garard representa tanto um alerta quanto uma oportunidade de aprendizado. De fato, o doping impacta diretamente a credibilidade do esporte e a motivação dos atletas que treinam duro para competir limpos.
Além disso, muitos atletas brasileiros acompanham com atenção os grandes nomes do cenário internacional e veem em Garard um exemplo de superação e polêmica. Sua volta pode inspirar debates mais profundos sobre ética, disciplina e a importância de seguir regras antidoping rigorosamente.
Com a presença confirmada de Garard em eventos internacionais como o Campeonato de Dubai, atletas brasileiros terão a chance de medir forças com um competidor experiente, embora com um histórico controverso. Isso eleva o nível competitivo e pode contribuir para a evolução técnica e estratégica dos brasileiros.
Finalmente, a movimentação de Garard para Las Vegas e sua parceria com nomes renomados no cenário, como Justin Cotler, demonstra que o ambiente do CrossFit está aberto à reabilitação e ao crescimento mesmo após erros graves. Isso pode incentivar atletas brasileiros a focarem não apenas na performance, mas também na conduta ética dentro e fora do box.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Ricky Garard pode competir em eventos oficiais imediatamente após o fim da punição?
Sim, a suspensão de Ricky terminou em 3 de outubro e ele está liberado para participar de competições oficiais a partir dessa data. - Quais substâncias Ricky Garard usou para dopagem?
Em 2017, ele testou positivo para testolona e endurabol, substâncias proibidas que aumentam a performance muscular. - O que mudou na política antidoping da CrossFit após casos como o de Garard?
O CrossFit intensificou os testes fora de competição, ampliou a transparência nos resultados e aderiu a protocolos alinhados com a WADA para garantir maior rigor nos controles. - Como a comunidade CrossFit enxerga o retorno de atletas punidos por doping?
Há opiniões divididas; alguns defendem a segunda chance e reabilitação, enquanto outros acreditam que o retorno pode prejudicar a integridade do esporte. - Como acompanhar as notícias e novidades sobre doping e competições no CrossFit?
Você pode acompanhar conteúdos atualizados em portais especializados, como o doping no CrossFit e outras notícias sobre CrossFit Games.
