O site Beyond the White Board (BTWB), publicou a foto que ilustra esse texto mostrando as possibilidades de repetições de WODs para esse ano. Para isso, excluiu alguns que já foram repetidos e qualquer wod que contenha exercícios do 18.1 e do 18.2 (se bem que burpees teve duas vezes ano passado).
O site analisou que apenas os anos de 2013, 2015 e 2017 não tiveram WODs repetidos. Além disso, o Dave Castro sempre repete um wod com o mesmo número (17.4 foi o 16.4; 16.5 foi o 14.5; 15.2 foi o 14.2 e o 14.1 foi o 11.1). Logo, o site aposta numa repetição de algum .3 para amanhã.
O BTWB aposta no 15.3. Eu aposto no 16.3.
O 15.3 foi um AMRAP de 14 minutos de:
7 Muscle ups
50 Wall Balls 20/14 lbs
100 Double Unders
O 16.3 foi um AMRAP de 7 minutos de:
10 power snatches 75/55 lbs
3 Bar Muscle Ups
Estou ciente que nenhum WOD de 2015 foi repetido. Mas vale lembrar que dois WODs de 2014 foram repetidos em anos posteriores. Então isso não impede nada. O 15.3 tem a vantagem de ter Ring MU, que há tempos não temos. Mas a versão scaled era simplesmente um AMRAP de 50 WB e 200 SU. Meio sem graça…
Mas e por que não o 17.3? Teve um clean pesado semana passada! Será que ele faria um snatch pesado na semana seguinte?
Quais são seus chutes?
Análise e Contexto
De fato, a repetição de WODs no CrossFit Games não é uma prática comum, mas tem ocorrido de forma estratégica ao longo dos anos. Desde a introdução dos Open Games, o diretor de competições, Dave Castro, tem utilizado a repetição para testar a consistência e a adaptação dos atletas a determinados desafios. Isso cria um interessante cenário onde os competidores precisam mostrar evolução e capacidade de superação, mesmo diante de exercícios já conhecidos.
Além disso, ao analisar os WODs passados, percebe-se que os exercícios escolhidos para repetições geralmente envolvem movimentos que exigem habilidades técnicas complexas, como Muscle Ups e levantamento olímpico. Estes movimentos são um bom termômetro para avaliar a técnica, força e resistência dos atletas em diferentes contextos. O 15.3 e o 16.3, citados anteriormente, são exemplos perfeitos disso.
Vale destacar que a duração dos WODs também varia bastante. Por exemplo, o 15.3 teve 14 minutos, enquanto o 16.3 foi um desafio intenso e curto de 7 minutos. Essa variação impacta diretamente a estratégia dos atletas, que precisam administrar o ritmo e o gasto energético conforme o tempo estipulado. A escolha do WOD repetido pode indicar a intenção de testar diferentes capacidades físicas em contextos variados.
Outra tendência observada é o uso de movimentos que testam múltiplas capacidades ao mesmo tempo — força, resistência cardiovascular e técnica. Isso torna o WOD um verdadeiro desafio completo, alinhado com a filosofia do CrossFit de constante variação e intensidade.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para a comunidade brasileira, a possível repetição de um WOD clássico representa uma oportunidade única para os atletas se prepararem de forma mais focada. Muitos já conhecem a estrutura e os desafios dos exercícios, o que pode facilitar o planejamento do treino e a definição de estratégias.
Além disso, a exposição do Brasil no cenário internacional de CrossFit tem crescido ano após ano. Portanto, um WOD repetido, especialmente se for um clássico, pode ajudar os atletas nacionais a se destacarem, pois muitos já têm experiência com esses exercícios em competições regionais e nacionais.
Outro aspecto importante é o impacto nas academias e treinadores. Com a possibilidade de um WOD conhecido, o treinamento pode ser orientado para melhorar pontos específicos, como a técnica do Muscle Up ou o condicionamento para movimentos de levantamento de peso olímpico. Isso eleva o nível do treino e a qualidade dos atletas brasileiros.
De fato, o engajamento da comunidade também aumenta. Discussões sobre estratégias, vídeos tutoriais e dicas sobre os movimentos tendem a proliferar, gerando um ambiente colaborativo muito positivo para o crescimento do esporte no país.
Para quem acompanha o CrossFit Open ou os CrossFit Games, estar atento a essas tendências é fundamental para não ser pego de surpresa.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que o Dave Castro repete WODs com o mesmo número?
Essa prática ajuda a criar um padrão para avaliação dos atletas ao longo dos anos, permitindo comparar performances e ver a evolução física e técnica dos competidores. - Como saber qual WOD será repetido no Open?
Normalmente, só é possível especular com base em padrões históricos e análises de especialistas. O anúncio oficial acontece pouco antes da liberação do WOD para os atletas. - Qual a vantagem de um WOD repetido para os atletas?
Conhecer o WOD com antecedência possibilita um treino mais direcionado, melhor preparação técnica e estratégica, aumentando as chances de um desempenho superior. - WODs mais longos ou curtos são melhores para os atletas brasileiros?
Isso depende do perfil do atleta. WODs curtos e intensos exigem explosão e técnica, enquanto os mais longos demandam resistência e estratégia. O ideal é uma preparação equilibrada para ambos os cenários. - Como treinar para movimentos como Muscle Ups ou Power Snatches?
É fundamental focar na técnica com a supervisão de um treinador, além de desenvolver força, mobilidade e coordenação. Treinos específicos e progressões graduais são essenciais para evitar lesões.
Quer saber mais sobre Muscle Ups e técnicas para o Power Snatch? Confira nossos artigos especializados para aprimorar seu treino!
