Mais uma vez as pontuações ajustadas do 20.2 foram publicadas na madrugada desta quinta-feira no Brasil. Como era de se esperar, a CrossFit foi implacável distribuindo punições até nos atuais campeões, Mathew Fraser e Tia-Clair Toomey. Veja a seguir a punição dos atletas:
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Lefteris Theofanidis – atual líder teve score ajustado por começar o treino antes e pelo fato dos calcanhares não passar pelo plano vertical no toes-to-bar.
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Noah Ohlsen – pontuação ajustada de 980 para 973 por causa de rounds que ele não completo os 24 DU.
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Mathew Fraser – pontuação ajustada por um toes-to-bar depois do time cap
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Simon Mäntylä – penalidade máxima por consistentemente não quebrar a paralela e não travar o cotovelo nos thrusters.
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Chandler Smith – pontuação ajustada de 922 para 898 por que em 24 de 27 rounds, ele fez 23 DU.
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Kristi Eramo O’Connell – pontuação ajustada de 954 para 946 por não ter feito os 24 DU.
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Karin Freyova – pontuação ajustada por um último thruster feito após o time cap.
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Katelin Van Zy – pontuação ajustada pelos últimos 4 DU após o time cap.
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Kristine Best – pontuação ajustada por ter feito 23 DU em um round.
Diversos atletas ainda foram punidos por “queimar a largada”. Lembrando que ao sinal de “3,2,1…Go” o atleta deve star de pé e sem tocar o equipamento. Isso não aconteceu com:
Mulheres: Jamie Greene,Tia-Clair Toomey, Emma McQuaid, Carol-Ann Reason-Thibault, Camilla Salomonsson Hellman, Gabriela Migala, Brooke Wells, Andrea Solberg, Meg Reardon, Dani Speegle, Emily Rolfe, Bethany Shadburne, Emilia Leppanen, Andrea Nisler, and Kristine Best
Homens: Lefteris Theofanidis, Björgvin Karl Guðmundsson, Giorgos Karavis, Patrick Vellner, Josh Miller, Jean-Simon Roy-Lemaire, Logan Collins, Cole Sager, Scott Tetlow, Martin Fuentes, Samuel Cournoyer, Brendan Willis, Sean Sweeney, Willy Georges, David Shorunke, Jeffery Moss, Karar Margrander, and Adam Klink
Nesse 20.3 podemos esperar muita polêmica sobre juste de pontuação. Quem deve sofrer é o líder atual, Lefteris Theofanidis, qu teve seu vídeo analisado pelo Youtuber Armem Hammer, que percebeu que a câmera muda de posição não conseguindo ver a marcação ideal. Além disso, a medida do antebraço ao punho deu algo como 36 cm. Mas ele somou 16 e não 18 cm à sua altura. Outro que correu risco foi Jacob Heppner, que depois de ter sofrido muito com essa marcação em 2018, fez os HSPU com os punhos fechados.
Análise e Contexto
As pontuações ajustadas do 20.2 refletem a crescente rigidez da CrossFit na aplicação das regras técnicas durante as competições. Desde os primeiros anos do Open, observamos uma evolução significativa na fiscalização, principalmente em movimentos como toes-to-bar e double-unders, que exigem precisão milimétrica para validação. De fato, a atenção aos detalhes tem sido um fator decisivo para o resultado final dos atletas, mostrando que a excelência técnica é tão importante quanto a capacidade física.
Além disso, a revisão das pontuações destaca uma tendência que vem crescendo: o uso de tecnologia para análise detalhada dos vídeos enviados. Essa prática tem permitido uma avaliação mais justa, porém mais rigorosa, eliminando dúvidas e garantindo que apenas os movimentos executados corretamente sejam contabilizados. No entanto, essa mudança também gera controvérsias, pois pequenos detalhes que antes passavam despercebidos agora podem resultar em penalizações severas.
Comparando com edições anteriores, o 20.2 é um claro exemplo de como o CrossFit Open se tornou mais técnico e menos tolerante a erros. Atletas que antes podiam compensar pequenas falhas com velocidade e resistência agora precisam dominar o padrão de movimento para evitar descontos que podem comprometer sua colocação.
Impacto para a Comunidade Brasileira
Para os atletas brasileiros, as pontuações ajustadas do 20.2 trazem um alerta sobre a importância da preparação técnica detalhada para as próximas etapas do Open e para os regionais. De fato, a precisão na execução dos movimentos será cada vez mais exigida, e isso deve influenciar diretamente os treinos e estratégias adotadas nas boxes por todo o Brasil.
Além disso, a divulgação dessas punições serve como uma oportunidade de aprendizado para a comunidade nacional. Treinadores e atletas podem analisar os erros cometidos pelos melhores do mundo e adaptar seus métodos para minimizar riscos semelhantes. A consequência é uma elevação do nível técnico do CrossFit brasileiro, que poderá se destacar ainda mais em competições internacionais.
Outro ponto importante é que a transparência na divulgação das punições ajuda a criar uma cultura de respeito às regras dentro das competições, o que fortalece o esporte no país. Dessa forma, atletas amadores e profissionais passam a entender melhor os critérios de julgamento e a importância de seguir à risca os padrões definidos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
- Por que as pontuações do 20.2 foram ajustadas?
As pontuações foram revisadas para corrigir erros técnicos, como movimentos incompletos ou executados fora do padrão, garantindo que os resultados reflitam a performance real dos atletas.
- Como os atletas podem evitar penalizações no Open?
É fundamental treinar a técnica correta dos movimentos, seguir rigorosamente as orientações da CrossFit e estar atento às regras específicas de cada WOD.
- Qual o impacto das penalizações para a classificação geral?
Penalizações podem reduzir significativamente a pontuação, afetando a colocação dos atletas e sua possibilidade de avançar para as fases seguintes da competição.
- As punições são aplicadas apenas no Open?
Não. Embora o Open seja o foco principal, as regras rígidas e a fiscalização detalhada também são aplicadas em regionais e no CrossFit Games.
- Onde posso assistir às análises dos vídeos para entender as penalizações?
Existem diversos canais especializados no YouTube e artigos em portais como o HugoCross que explicam detalhadamente as correções feitas.
Para mais informações sobre as regras e análises técnicas, confira também nossos artigos sobre CrossFit Open e penalizações no CrossFit.
